Esse mês foi um pouquinho mais complexo do que o normal. Ou mais simples, dependendo do ponto de vista. Quando maio começou, eu estava decidida a fazer diferente e cuidar um pouco de mim. Começando por esse período na escola que é meio tenso. Poderia dizer que de certa forma que é o pior de todos até agora. Sabe quando você sente que não aguenta o tranco ? Então! Decidi me dedicar a ela. Aí comecei a me olhar, e olhar as minhas unhas pateticamente roídas e meu cabelo que começava a encrespar. Não era só da escola que eu tinha que cuidar. Eu tinha que cuidar de tudo aquilo que era meu, que eu tinha deixado de lado. Dos meus amigos lindos, da minha aparência, dos meus estudos. TUDO. Comecei dando mais atenção aos meus amigos e dispensando possíveis amores. E melhor, ainda tinha decidido excluir o facebook. Com isso ainda resolvia a questão do estudar. Tentei fazer o cabelo, comprar roupas novas. Me dedicar um pouco as minhas coisinhas. Mas sabe, no dia do meu aniversário, percebi que não conseguiria. Tentei dispensar o meu ex-atual-futuro-não-se-sabe-o-que e quando finalmente consegui, fui desarmada. Por agumentos. Vindos dele. E não segui em frente. Não exclui o facebook. Não estudei mais. Minhas unhas continuaram desfeitas e o pior de tudo, nem com ele sabia se me importava mais. E no dia do meu aniversário. Doeu. Doeu parar. Doeu perceber que não iria a frente. Só doeu. Acho que tudo de lá pra cá passou meio em branco. O seminário de síntese que sempre me deixa desesperada não me aflingiu nem a pontinha do dedinho do pé. Os resultados do semestre vieram e também não significaram muito. Assim como o meu cabelo pseudo-liso também não fez muita diferença no meu dia-a-dia. Acho que posso ter visto algumas cores na C’est la vie. Talvez tenha sido ali que revivi.
A semana virou e com ela vieram algumas mudanças drásticas nas minhas atitudes. Não que eu quisesse. Talvez elas já estivessem aqui a um tempo e eu não tivesse notado. Talvez eu estivesse tão afobada com aquela chatisse eterna “estou sozinha e precisando de alguém”, que acabei não vendo aquelas mudanças acontecerem. De certo modo, me notei mais meiga. Um pouquinho só, mas o suficiente para as pessoas perceberem. Me notei amando demais algumas pessoas que antes tinham pouca relevância. Assim como todo esse ar implicante e até alguma delicadeza de nível homossexual. Creio que talvez tenha ficado um pouco mais promíscua e tenha abandonado um pouco meus princípios em realação ao amor e com isso tudo acabei ganhando um pouquinho daquele orgulho que tanto implorei ( acho que uma hora depois de me machucar tanto, o orgulho tinha que chegar…) e mais importante: me vi feliz, por nada. Sem depender de uma pessoa em específico, ou de alcool, ou nada parecido. Com o sorriso difícil de sumir do rosto, por mais frustada que eu fique. Ahhh, maio… você foi complicado, mas só tenho coisas lindas sobre você. Só me perdoe se fracassar amanhã em quanti =(


